O Projeto de Lei 3344/2015,
de autoria da deputada federal Iracema Portella (PP-PI), que altera o
Código Penal brasileiro com o objetivo de tipificar a mutilação genital
feminina como crime de lesão corporal gravíssima, teve parecer favorável
pela aprovação na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados.
Iracema justificou que, infelizmente, a mutilação genital feminina é uma prática ainda vigente em diversos países do mundo. A maior parte dos casos acontece na África, onde 150 milhões de mulheres têm a vagina mutilada.
Segundo a ONU, até 2030, outras 86
milhões de mulheres poderão ser vítimas dessa conduta. A Mutilação
genital é um ritual de remoção de parte ou de toda a genitália externa
feminina. Trata-se de um procedimento calcado em tradições
socioculturais africanas e que tem por objetivo assegurar a castidade da
mulher, funcionando, muitas vezes, como requisito para que ela consiga
se casar.
Iracema lamenta que, na maioria das
situações, a mulher é mutilada ainda muito jovem, antes mesmo dos cinco
anos de idade. Embora essa prática seja um costume basicamente dos
países africanos, em razão da imigração, já houve registro da mutilação
na Austrália, na Europa e na América do Norte, locais em que foi
proibida.
O Brasil ainda não criminalizou esse
comportamento. E isso precisa ser feito com urgência, pois tem crescido a
quantidade de imigrantes e refugiados africanos no País.
Segundo dados da Polícia Federal, 37.950
africanos imigraram para o Brasil nos últimos dez anos. O número de
imigrantes africanos no ano de 2015 já é três vezes maior que o de 2005.
De acordo com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), 65% das pessoas
refugiadas no Brasil são de origem africana.
Diante desse quadro, a tendência é que
seja cada vez maior o número de meninas e adolescentes africanas em
território brasileiro, que poderão ser alvo da mutilação genital. Iracema
conclui dizendo ser necessário que a legislação brasileira esteja
preparada para reprimir tal prática. A mutilação genital é uma violência
contra a integridade física e a dignidade da mulher.
“Nossa proposta é que essa prática seja
tipificada como crime de lesão corporal gravíssima. Contamos com o apoio
dos nobres deputados e deputadas para a aprovação desta matéria que
julgamos ser de fundamental importância para a garantia dos direitos
femininos”, finalizou a parlamentar piauiense.
Assessoria de Imprensa
Deputada Federal Iracema Portella (PP-PI)
Anexo IV - Gab. 924
Câmara dos Deputados - Brasília/DF
(61) 3215.3924
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