Piauí reduz índices de analfabetismo, segundo IBGE
Alunos do CEJA Arthur Furtado (João Allbert) Os
investimentos que o Governo do Estado tem feito, por meio da Secretaria
de Estado da Educação (Seduc), vêm dando frutos no combate ao
analfabetismo. De acordo com dados da PNAD (Pesquisa Nacional por
Amostra de Domicílio) Contínua, divulgados pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE), o Piauí conseguiu reduzir em 0,6% os
índices de analfabetismo entre 2016 e 2017.
Em 2016, a taxa de
analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade no Piauí foi
estimada em 17,2%; em 2017, esse número caiu para 16,6%. Comparando os
números desde 2010, tem-se uma queda de 13,9% no número de analfabetos
no estado. “Cair 13,9% em quase dez anos é motivo de orgulho”, diz
Conceição Andrade, diretora da Unidade de Educação de Jovens e Adultos
(UEJA).
Conceição atribui a redução dos índices
aos investimentos feitos ao longo dos anos. “No início dessa gestão, em
2015, foi feito um estudo e com essas informações conseguimos dar uma
nova roupagem à alfabetização para atingir a meta do plano. Percebemos
que tínhamos que colocar essas pessoas em uma escola regular, em turmas
da EJA e não trabalhar apenas com os programas de Alfabetização. A
partir de 2016, essa meta foi colocada no Plano Estadual e feita uma
grande campanha de divulgação da EJA, além da busca ativa por alunos,
que proporcionou um aumento significativo no número de matrículas na
Educação de Jovens e Adultos”, explica a diretora.
Em
2016, 48 mil novos alunos foram inseridos na rede. Vinte mil por meio
do Brasil Alfabetizado e vinte e oito mil por meio do EJA novas turmas. O
EJA novas turmas foi criado com o intuito de dar continuidade ao
processo de alfabetização. “O Brasil Alfabetizado não proporciona
vínculo com a escola e, muitas vezes, o aluno não dava continuidade aos
estudos. Com o surgimento do EJA novas turmas, fizemos essa vinculação
com rede, que tem garantido essa continuidade, visto que podemos
visualizar e acompanhar esses alunos até que ingressem em uma
universidade”, diz Conceição Andrade.
Investimentos em livros
didáticos, merenda e infraestrutura, a busca ativa e a presença da
escola onde o aluno está, garantiram uma melhora no índice. A Seduc tem
proporcionado aos alunos, principalmente aos da zona rural do estado,
acesso a uma educação de qualidade, reativando escolas que existem nos
locais onde o aluno mora e selecionando professores locais. Fonte: IBGE
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