Pouco antes da APPM se manifestar, entidades empresariais como a Associação Industrial, a de Empresários de Obras Públicas, a de Jovens Empresários e o Sindilojas também se manifestaram conjuntamente alegando que não são contra a liberação do empréstimo, mas ele deve ser aplicado para os fins aos quais foi contratado. “Ainda que o Estado e o País estejam atravessando uma grave crise de ordem econômico-financeira, tal situação não justifica a ausência ou má prestação de contas dos referidos empréstimos’, diz trecho das entidades empresariais.

A Associação dos Municípios cita as obras de mobilidade urbana que sendo executadas com os recursos, vão gerar emprego, renda e melhorarem a qualidade de vidas das pessoas. A instituição municipalista cita ainda que defende as boas práticas administrativas, a transparência e a fiscalização das despesas públicas, mas pede que a política partidária não retarde os investimentos tão necessários para o estado.
A polêmica envolvendo a liberação do recurso começou quando a oposição, com base num relatório técnico de auditores do TCE, apontou que parte do dinheiro não foi aplicado na destinação prevista e retirado para a conta única do Estado sem previsão legal. Por outro lado, o governo alega que transferir recurso de empréstimo para conta única é legal, e que o procedimento já foi realizado em outros momentos e por outros governos. Além disso, a Caixa pediu que o governo reapresentasse a prestação de contas por falhas no documento, o que aumentou a polemica.
NOTA APPM
“Como representante legal e defensora da municipalidade, a Associação Piauiense de Municípios – APPM ressalta que os gestores municipais de todo o Piauí aguardam a mais breve concretização da operação de crédito do Governo do Estado junto à Caixa. O apelo se justifica na razão de que os recursos oriundos do referido empréstimo serão aplicados em obras estruturantes nos diversos municípios piauienses. Os valores tomados pelo Estado são destinados efetivamente a várias ações em diferentes territórios, para atender demandas locais, em especial na mobilidade urbana e, assim, melhoram a qualidade de vida dos cidadãos que neles residem. Ressalta-se que a APPM é signatária das boas práticas administrativas, da devida transparência dos atos, bem como da saudável fiscalização da despesa pública pelos órgãos competentes, não obstante roga que o momento eleitoral e os interesses partidários não dificultem e retardem os investimentos tão necessários e esperados por todos os piauienses. O cenário de economia recessiva assola o Brasil e compromete severamente os entes federados, os quais buscam alternativas para superarem a recessão. Nesse sentido, a captação de finanças por empréstimos, utilizada por governos no País e mundo afora, é recomendável, é regida por legislação específica, contribui para o aquecimento da economia e tem potencial para gerar desenvolvimento. Seria um erro histórico e injusto aos piauienses protelar ou impedir este legítimo mecanismo. Por fim, a APPM acredita na harmonia e no equilíbrio entre os poderes Executivo, Legislativo e Judicial, que juntos encontrarão a mais célere solução a quaisquer impasses referentes à questão, prevalecendo o bom senso, pelo bem do Piauí e do seu povo.
Atenciosamente,
DIRETORIA DA APPM”
Fonte: Portal O Dia
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