Governador disse que houve uma falha nos dois primeiros dias, mas depois o policiamento foi reforçado. 'Acho que houve um erro nosso', afirmou.

Carnaval do Rio é marcado por desordem urbana
A moradora de uma rua vigiada por câmeras atrás da sede do governo, no
bairro Laranjeiras, também na Zona Sul, afirma que todo dia ocorre pelo
menos um assalto. Na noite desta terça, três homens renderam ocupantes
de um carro e fugiram levando tudo.
Violência nos blocos
No Centro da cidade, onde se concentraram os megablocos, foram diversos casos de violência.
"Aproximadamente sete rapazes começaram a mexer com a menina, aí
atravessaram a rua, roubaram meu telefone, que eu vou pagar a segunda
prestação agora mês que vem, e me bateram, me agrediram aqui, tá vendo a
marca do soco?", contou uma mulher vítima da violência no Centro.
"Eu estava no bloco e aí veio o tumulto, e todo mundo começou a se
alvoroçar, empurrar, empurra, empurra, aí me jogaram no chão, e me
bateram e pegaram a minha mochila", narrou outra vítima.
Uma mulher que também foi vítima de roubo disse que a família foi
espancada pelos assaltantes. "Aí veio uma porção de garotos que tentaram
roubar o celular, roubaram o nosso celular e começaram a agredir a
gente, muito, muito, muito, muito. Bateram, bateram muito, muito no meu
namorado, bateram no pai da minha sobrinha, cortaram a cabeça dele, ele
deve ter levado uns cinco pontos", contou a mulher, ainda assustada.
Roubos a caminho da Sapucaí
A violência não poupou nem mesmo um dos sambistas mais consagrados da atualidade. Moacyr Luz foi assaltado na madrugada desta segunda-feira quando seguia para a Sapucaí, onde desfilou na Paraíso do Tuiuti, escola da qual é compositor.
Quem também foi vítima da violência foi atriz Juliana Paes.
Rainha da bateria da Grande Rio, ela estava a caminho da Sapucaí, por
volta das 23h de domingo (13), quando a van em que estava foi abordada
durante um "arrastão" no Viaduto 31 de Março, próximo ao sambódromo.
Questionado sobre os assaltos em série na cidade durante a folia, o porta-voz da PM, major Ivan Blaz, sugeriu que os foliões evitassem selfies nas ruas para não serem assaltados.
E não foram só assaltos e arrastões que assustaram o Rio nesse
carnaval. Na Praça Seca, os tiroteios na favela Bateau Mouche não deram
trégua. A guerra entre traficantes e milicianos já dura mais de três
meses na região. Na manhã desta quarta-feira, homens armados circulavam
pelo morro com fuzis nas mãos.
Cobrada sobre a onda de violência no carnaval, a Secretaria de Estado
de Segurança se pronunciou apenas por nota. Disse que não divulga o
balanço de ocorrências durante grandes eventos como o carnaval e que as
estatísticas serão divulgadas daqui a um mês pelo Instituto de Segurança
Pública (ISP).
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