quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Pezão admite falha no planejamento da segurança no carnaval: 'Não estávamos preparados'

Governador disse que houve uma falha nos dois primeiros dias, mas depois o policiamento foi reforçado. 'Acho que houve um erro nosso', afirmou.

Carnaval do Rio é marcado por desordem urbana
Carnaval do Rio é marcado por desordem urbana
A moradora de uma rua vigiada por câmeras atrás da sede do governo, no bairro Laranjeiras, também na Zona Sul, afirma que todo dia ocorre pelo menos um assalto. Na noite desta terça, três homens renderam ocupantes de um carro e fugiram levando tudo.

Violência nos blocos

No Centro da cidade, onde se concentraram os megablocos, foram diversos casos de violência.
"Aproximadamente sete rapazes começaram a mexer com a menina, aí atravessaram a rua, roubaram meu telefone, que eu vou pagar a segunda prestação agora mês que vem, e me bateram, me agrediram aqui, tá vendo a marca do soco?", contou uma mulher vítima da violência no Centro.
"Eu estava no bloco e aí veio o tumulto, e todo mundo começou a se alvoroçar, empurrar, empurra, empurra, aí me jogaram no chão, e me bateram e pegaram a minha mochila", narrou outra vítima.
Uma mulher que também foi vítima de roubo disse que a família foi espancada pelos assaltantes. "Aí veio uma porção de garotos que tentaram roubar o celular, roubaram o nosso celular e começaram a agredir a gente, muito, muito, muito, muito. Bateram, bateram muito, muito no meu namorado, bateram no pai da minha sobrinha, cortaram a cabeça dele, ele deve ter levado uns cinco pontos", contou a mulher, ainda assustada.

Roubos a caminho da Sapucaí

A violência não poupou nem mesmo um dos sambistas mais consagrados da atualidade. Moacyr Luz foi assaltado na madrugada desta segunda-feira quando seguia para a Sapucaí, onde desfilou na Paraíso do Tuiuti, escola da qual é compositor.
Quem também foi vítima da violência foi atriz Juliana Paes. Rainha da bateria da Grande Rio, ela estava a caminho da Sapucaí, por volta das 23h de domingo (13), quando a van em que estava foi abordada durante um "arrastão" no Viaduto 31 de Março, próximo ao sambódromo.
E não foram só assaltos e arrastões que assustaram o Rio nesse carnaval. Na Praça Seca, os tiroteios na favela Bateau Mouche não deram trégua. A guerra entre traficantes e milicianos já dura mais de três meses na região. Na manhã desta quarta-feira, homens armados circulavam pelo morro com fuzis nas mãos.
Cobrada sobre a onda de violência no carnaval, a Secretaria de Estado de Segurança se pronunciou apenas por nota. Disse que não divulga o balanço de ocorrências durante grandes eventos como o carnaval e que as estatísticas serão divulgadas daqui a um mês pelo Instituto de Segurança Pública (ISP).

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário